Rafinha Bastos participa da Campus Party

Um encontro nesta sexta-feira (10) na Campus Party – evento de tecnologia que reúne milhares de participantes em São Paulo – com grandes agitadores da internet brasileira debateu os limites da liberdade de expressão e do humor na internet. 

Juntos, o humorista Rafinha Bastos, os blogueiros Rosana Hermann, Mauricio Cid, PC Siqueira e Rodrigo Fernandes, têm mais contatos nas redes sociais em que participam e mais audiência de seus vídeos do que muitas emissoras de rádio ou canais de TV a cabo, por exemplo. Um tuíte que um deles publica é o suficiente para repercutir entre milhares de pessoas. 

Rosana explicou que a relevância de um algo que é publicado via internet tem a ver com uma mudança na maneira de as pessoas se comunicarem atualmente. 

– Até existir YouTube, não existia o arquivo do que era passado na TV, por exemplo. Com a internet, você vai deixando um rastro de tudo o que é produzido por todos. Nunca isso existiu na história da civilização. Uma coisa que você postou hoje pode repercutir bem ou mal, seja hoje ou lá na frente. 

Os debatedores disseram que a internet é o meio de comunicação em que conseguem um contato mais direto com as pessoas e que para que isso aconteça de maneira autêntica é necessário não deixar de lado a liberdade, especialmente, segundo Cid, quando envolve o humor. 

– Eu uso a internet 100% por brincadeira e as pessoas que acessam meu blog querem se divertir. Você só passa um pouco dos limites legais quando você prega o ódio, a intolerância. 

Rafinha Bastos, que desde 1999 já usava a web para divulgar vídeos caseiros de humor, conta que apesar de ser demitido  de uma emissora de TV e ser processado por causa uma piada, continua a fazer seu humor na internet.  

– A gente está em um processo de mudança de comunicação no Brasil. É um processo de evolução e a gente toca em assuntos delicados. Meu objetivo nunca é criar polêmica, é ser engraçado. O que eu estou passando agora muito humorista vai passar logo ali na frente. 

Ele foi afastado da bancada do CQC (Band) após fazer, no ano passado, uma piada sobre a cantora Wanessa, que estava grávida do primeiro filho. O comentário gerou indignação e um processo, que ele já perdeu em primeira instância. 

Fora da TV, ele continua a se manifestar de maneira irônica sobre assuntos do cotidiano em seu perfil no Twitter, que tem cerca de 4 milhões de seguidores. 

– Seria muito fácil ir a publico e pedir desculpas. Eu me resolveria com a emissora e com quem gosta de mim. Mas eu estaria sendo verdadeiro? A gente tem que se divertir e divertir o nosso público. Quando você passa a ter um direcionamento por parte de terceiros de até onde você pode chegar, você deixa de ser autêntico

Fonte.

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Publicado em 11/02/2012, em CQC. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Concordo com Rafinha qta terceiros deteinarem o limite do que vc deve fazer. Na questão da Wanessa Camargo houve exagero na reação do marido. Afinal piada é piada e quase sempre estará curtindo com alguém

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