“Posso perder em técnica, mas ganho em autenticidade”, diz Danilo Gentili

Famoso pela atuação no programa “CQC”, da Band, o humorista Danilo Gentili começa se destacar também por conta do programa “Agora é Tarde”, exibido na mesma emissora, nas noites de terça, quarta e quinta-feira. Na entrevista que concedeu à IMPRENSA, Gentili fala sobre seu lado apresentador, conta sobre os bastidores e novos desafios da atração.

IMPRENSA – Qual o maior desafio na hora de conduzir um programa de entrevistas? Que dificuldades um entrevistador pode encontrar?

Danilo Gentili – Até agora, a maior dificuldade encontrada foi técnica. No meu ponto eletrônico, um dizia que eu tinha que olhar pra câmera um, o outro pra câmera dois e, na real, acho ridículo olhar pra câmera enquanto eu converso com alguém. Me parece falta de respeito. Eu odiaria alguém conversando comigo e olhando pro outro lado. Então, acho que minha maior dificuldade até aqui foi, aos poucos, deixar pra lá essa parte técnica, para estar à vontade e ser mais libertino dentro do estúdio. Posso perder em técnica, mas ganho em autenticidade. Esse espírito libertino, acredito que é o que faz um programa como esse ganhar vida. É dentro disso que tenho buscado trabalhar.

Como você se prepara antes de fazer uma entrevista? E como aliar o bom humor às entrevistas?

Eu tenho a sorte ter os melhores roteiristas para esse tipo de trabalho, o que tira um peso enorme das minhas costas e me deixa muito mais à vontade e confiante na hora de entrevistar. Eles me garantem um piso tão firme que posso passear pela pauta e me divertir com o entrevistado, mesmo quando não estou nos meus melhores dias.

Quem foi o convidado mais difícil de entrevistar até hoje?

Nenhum! Cada convidado tem sua particularidade e eu entendo que o bom entrevistador não é aquele que tenta ensinar seus entrevistados, mas aquele que está disposto a ouví-los. Sendo assim, todo mundo que se senta ali tem algo a dizer. E eu realmente sou curioso em ouvir. Se essa relação entre entrevistador/entrevistado é sincera, não tem como ser difícil isso.

Qual o tipo de entrevistado que mais costuma dar audiência, chamar a atenção do público?

O “Agora é Tarde”, em apenas três meses de vida, recebeu uma senhora de 80 anos (Palmirinha) e uma criança de sete (Maia). Uma das mulheres mais respeitadas e inteligentes do País (Marilia Gabriela) e a Mulher Melão. O roqueiro clássico Marcelo Nova e a banda adolescente Restart. Uma cantora tão famosa como Elza Soares e um anônimo cantor de karaokê, sósia japonês do Roberto Carlos. Poderia citar outros extremos aqui, mas em todos eles mantivemos nossa média (que é crescente). Isso prova que estamos no caminho certo. O público deve assistir um “Late Night” pelo que ele é e não por quem estará nele. Isso, até aqui, tem acontecido conosco.

Quais as maiores polêmicas já geradas durante uma entrevista no seu programa? Houve algum entrevistado que ficou ressentido com alguma de suas perguntas?

Algumas declarações feitas no programa: Sócrates, sobre a Copa do Mundo 2014: “Vencer é secundário. Precisamos nos preocupar em receber bem aqueles que nos visitarem”; Elza Soares: “Quando criança, queria ser prostituta”; Ronnie Von: “Ela era 24 anos mais velha e eu me apaixonei perdidamente”; Angela Ro Ro: “Queria ser freira”.

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Publicado em 25/10/2011, em CQC. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Esse menino é uma gracinha!

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