Rafael Cortez diz que Rafinha Bastos merece reconhecimento do “NYT”

Após o humorista Rafinha Bastos, 34, ser considerado pelo jornal “New York Times” como o líder do novo humor brasileiro, seu colega no “CQC”, Rafael Cortez, 34, disse que seu xará mereceu o reconhecimento, apesar de não concordar que exista um líder para a nova geração de humor.

“Não gosto muito de rótulos, na verdade. Não sei quem seria o novo ídolo do humor. Não acho que nesse circuito que a gente tem de humor dá para dizer quem é o cara, mas que legal que o Rafinha tenha esse reconhecimento. Ele está a tanto tempo trabalhando com humor, a dedicação que ele com a internet e os vídeos, que é merecido.”

Para ele, a diferença entre Bastos e outros humoristas é a exposição.

“O Danilo e o Rafinha são expoentes de uma nova geração de humoristas. Ao lado de muitos outros. Eu não fico só neles por que esses são os humoristas que tem mídia. Existe uma centena de humoristas no Brasil que não têm mídia e que são incríveis. Eu prefiro pensar que a nova cara do humor é uma geração.”

Cortez ressaltou porém, que não é muito adepto a piadas politicamente incorretas ao extremo, mas acha ele necessário.

“Não é muito o meu tipo de humor, se você assiste o ‘CQC’, pode ver que eu sou um dos mais bons moços ali. Eu gosto do humor onde todo mundo se diverte, mas também não sou um santo.”

“Quando a coisa beira o exagero, como piadas de estupro, de judeus, eu não gosto tanto quanto eu gosto de outros textos deles, mas eu entendo que é o perfil dos garotos e eles são livres para fazerem o que quiserem e parte do sucesso também está na nesta acidez e nesta controvérsia.”

“Às vezes a gente precisa de uns chacoalhões na nossa cultura. Gostem ou não das piadas mais ácidas, o fato é que graças a elas a gente levante temas importantes, como o limite do humor, temas éticos e de preconceito.”

Sobre a ambição de Rafinha Bastos de fazer uma carreira internacional, Bastos acha que o amigo vai ser bem sucedido.

“O humor se adapta e como o brasileiro sabe se adaptar, eu não vejo dificuldade dele se adaptar em outra cultura. O Rafinha é inteligente o suficiente para saber fazer uma carreira internacional. Ele vai ver que lá fora pode uma coisa e não pode outra. Da mesma maneira que ele está vendo aqui na prática o que pode e o que não pode. Mas deve ser mais difícil, eu não tentaria e nem vou tentar. Os americanos sabem rir de si mesmos até melhor que o brasileiro.”

Segundo ele, o humor brasileiro já teve que aprender a se adaptar, com a demanda por atitutes politicamente corretas.

Fonte.

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Publicado em 05/08/2011, em CQC. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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