‘CQC 3.0’ faz sucesso na fronteira do humor e da informação

É engraçada a abertura do CQC, da Band, que agora ganhou o sufixo “nerd” “3.0”. No meio daquela boate de luzes piscando, uma voz em “off” anuncia o programa como “seu resumo semanal de notícias”. É a prova de que, cada vez mais, a ideia do que é ou não é jornalismo está em grande transformação. Valores como isenção, sobriedade e distanciamento da notícia parecem cada vez mais coisas do passado.

A figura do apresentador inexpressivo, encastelado em sua bancada e incapaz de misturar informação e emoção, não existe há tempos. No Jornal Hoje, os simpáticos Evaristo Costa e Sandra Annenberg tricotam alegremente sobre todos os assuntos. Mesmíssimo caso de Ana Paula Padrão e Celso Freitas, no “Jornal da Record”. E até os mais sisudos, como William Bonner e Fátima Bernardes, do Jornal Nacional, “comentam” com olhares de aprovação ou irritação as reportagens que anunciam.

Nesse sentido, o CQC 3.0 e ainda A Liga e até o Pânico na TV! podem ser encarados, ao menos parcialmente, como jornalísticos. São híbridos. E muito de sua popularidade está na mistura de diferentes linguagens televisivas em uma mesma atração, a despeito de que, o tal “resumo semanal de notícias” não ter proferido nem uma única palavra a respeito do maior desastre do Japão desde Nagasaki. Na verdade, o jornalismo não se resume a noticiar, mas também a hierarquizar o que mais e o que é menos importante.

E é nisso que esses programas humorísticos diferem absolutamente dos jornalísticos tradicionais. Sem a obrigação de acompanhar a pauta de acontecimentos da semana, os humorísticos podem explorar temas diferentes com muita criatividade como, por exemplo, a atuação dos deputados calouros no Congresso, um assunto que poderia ser explorado em qualquer jornal “sério”.

A audiência adolescente que o CQC merecidamente conquistou demonstra que a crise pela qual passam os jornais impressos não deve ser entendida como um desinteresse de uma juventude semianalfabeta que, em breve, vai voltar ao tacape e aos grunhidos por culpa da internet. Não importa se forem veiculadas por sinais de fumaça, papiros, cinejornais ou em “handset display glass”. Notícias sempre vão existir.

CQC 3.0 – Band – Segundas, às 22h15.

Fonte.

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Publicado em 24/03/2011, em CQC. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Josiel Gonçalves

    olá!
    Parabêns pelo ótimo prograga que vcs fazem…

    O PAPO aqui é política!
    gostaria que vcs leventessem um questionamento na política: Para entrar ne pilítica (ser cadidato ha algum cargo eletivo) a pessoa tem que fazer: Declaração de bens, tirar os antecedentes creminais, conprovante de escolaridade, quitação eleitoral, dar entrada na ata de convenção onde ele foi escolhido para concorre no cartório eleiteral,etc…

    O problema é que, NÃO PEDEM NO ATO DO REGISTRO DE CANDIDATURAS O CRONOGRAMA DE TRABALHO QUE TODOS POLÍTICOS EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO FAZEM PARA DIVULGAR SUAS INTENÇÕES COMO POLÍTICO ELEITO! E MUITOS USAM JUSTAMENTE O CRONOGRAMA DE TRABALHO NA CAMPANHA PARA ENGANAR O POBRE ELEITOR. SABE-SE QUE O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DEZ QUE PROPAGANDA ENGANOSA CONSTITUI CRIME!!!
    ERA BOM SE A JUSTIÇA ELEITORAL REVISSE E TORNASSE OBRIGATÓRIO SER REGISTRADO JUNTO COM O PEDIDO DE REGISTRO DE CANDIDATURA O CRONOGRAMA DE TRABALHA DOS CANDIDATOS, PARA AMENIZAR COM TANTA ENGANAÇÃO ELEITOREIRA!!!!

    JOSIEL

    ANAJAS PARÁ ILHA DE MARAJÓ

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