Felipe Andreoli: “É impossível ser engraçado o tempo todo”

Felipe AndreoliAté pouco tempo, Felipe Andreoli não sabia dar nó em gravatas. “Uma vez tive que ir a um casamento, e pedi para o porteiro fazer o nó para mim”, conta o jornalista e comediante de 29 anos. Hoje, a gravata, marca registrada do programa CQC (Custe o Que Custar, da TV Bandeirantes), faz parte de seu dia-a-dia, assim como o assédio dos fãs e da mídia – que, segundo diz, até influenciaram no término de uma relação amorosa. Em conversa com a Época São Paulo, Andreoli conta como começou a fazer os brasileiros rirem todas as segundas-feiras, na TV, e fala de seu primeiro monólogo, “Que História é Essa?”, que estreia quinta-feira (5), no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo.

Seus colegas do CQC ajudaram a preparar o espetáculo?
Quando comecei a escrever o show, mostrei o texto para o Danilo e ele disse: “Isso é uma história engraçada. Mas agora você tem de colocar as piadas.” Já o Marco (Luque) curtiu muito a ideia de usar as fotos de fundo. Eles me ajudam muito, mas tenho um estilo diferente. Não me sinto com a responsabilidade de fazer rir como o Rafinha ou o Danilo.

Como você começou a fazer comédia?
Cresci em uma família de médicos. Meu pai quebrou a tradição, e tornou-se jornalista. Isso é tudo culpa dele! Como meus pais eram divorciados, nos finais de semana eu ficava com ele, e muitas vezes tinha que acompanha-lo no trabalho. Eu ia na Globo, na Bandeirantes, e ficava encantado com aquilo. Trabalhei por bastante tempo como jornalista, como produtor, cobrindo esportes, que eu amo. Passei pela Cultura, e na Record apresentei um programa religioso, chamado Se Liga, Jovem. Foi muito importante para eu me soltar. Sempre gostei de fazer matérias leves, de comportamento. Adorava mostrar as coisas por outro ângulo, fazer perguntas inusitadas. O pessoal que fazia a produção do CQC percebeu isso, e eu recebi o convite para fazer um teste. Ai já viu…

Como veio a ideia de fazer um show só seu?
Por ser jornalista, sempre pensei em fazer coisas mais informativas, como dar palestras. Até mesmo porque se eu tentasse copiar o formato de shows do Danilo (Gentili) ou do Rafinha (Bastos), seria estripado. No ano passado, decidi me dedicar a uma atividade paralela, e comecei a escrever um espetáculo, mas com um formato diferente, não só uma piada atrás da outra. Fui mesclando coisas que aconteceram na minha vida com toques de humor, e acho que consegui o que queria. As pessoas saem do show com risadas, mas também com informações.

Você está nervoso com a estreia em São Paulo?
Apresentar o show no Bibi Ferreira, um teatro com tanta tradição, é muito legal, mas dá um enorme frio na barriga. O que mostro hoje é o resultado dos shows que fiz em outros lugares do Brasil. Fui vendo o que dava certo, criando novas coisas. E comecei pequeno. Bem pequeno, na verdade. O meu primeiro show foi em Presidente Epitácio, uma cidade paulista quase na divisa com o Mato Grosso do Sul.

Por que você acha que a comédia ganhou tanto destaque recentemente?
O CQC e o 15 Minutos (programa de humor da MTV) ajudaram muito a alavancar a comédia na TV brasileira. Não que ela não existisse antes, já havia muita gente fazendo coisas bacanas. Mas com os programas, a coisa ganhou mais visibilidade, e as pessoas puderam conhecer melhor o estilo. Outra coisa que ajuda a comédia stand-up é seu custo baixíssimo. Para um bom espetáculo, não precisa de cenário, ou uma equipe grande. É só ter o comediante e o banquinho. Assim, dá pra fazer turnê por mais cidades e levar o espetáculo para um público maior.

Você se considera engraçado?
O estranho é que eu nunca fui o engraçado da família. Os meus primos davam o show, e eu estava sempre ali, em segundo plano. Acho que tenho momentos de humor, mas às vezes fico também introspectivo. É impossível ser engraçado o tempo todo.

Continue lendo a entrevista aqui.

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Publicado em 06/11/2009, em CQC. Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. Andreoli, muito sucesso em sua estréia hoje e em todas as suas “estréias”,já que cada dia é diferente, com público diferente, cidade diferente, situações diferentes. Sem falar no CQC e qualquer outra atividade que você se envolva, sucesso.
    Parabéns, felicidades, sucesso e merda!
    :*

  2. Solange Serpa

    Torço por você. Conheço a sua garra e sei que acredita no que faz. Agora em outra área sem ser a de reportagem e apresentação. O palco é seu e nesta estrada do CQC já provou que tem talento a beça. Boa sorte, hoje e sempre.

    beijo

    Solange Serpa

  3. Eu amo esse meninoooo…

  4. AMO VCS
    VCS SÃO MUITO FOFUCHOS
    LINDOS
    SUCESSO

  5. OBS:
    MARCO LUQUE VC É UM GATO!!!!

  6. Gente,se um dia o CQC acabar eu morro!!!Eu amo todos eles!!!

  7. eesse video e fera demais poe no programa do cqc
    fala com o marcelo

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