Candidatos a 8º integrante do CQC dão entrevista ao jornal ‘A Tarde’

Com sete integrantes, número que muita gente acredita ser símbolo da sorte, o CQC, liderado por Marcelo Tas, na Band, se firmou como um dos programas mais bem aceitos pela crítica. Alheia a qualquer misticismo, a equipe busca, agora, um 8º integrante. A semifinal, amanhã, define o cenário da decisão da semana que vem. São quatro concorrentes: a humorista Carol Zaccoli, 31, a atriz Mônica Iozzi, 27, o músico e radialista Paulo Carvalho, 44, e o comediante Rogério Morgado, 26.

A polêmica, traço que acompanha a cobertura jornalística e humorada que o CQC realiza, não ficou de fora da disputa e pipocou em blogs, Orkut e Twitter, sob a forma de especulações a respeito da isenção do concurso.

A primeira delas envolve o concorrente Paulo. A pauta sobre os 20 anos da morte de Raul Seixas, dada a ele e a Vivian Frenchel foi vista com desconfiança. Enquanto ela engoliu mosca, ele, roqueiro da banda Velhas Virgens, se saiu melhor.

Paulo, que acha que merece ganhar por se considerar “um verdadeiro transgressor”, explicou como se preparou  antes de gravar nas ruas. “Assino jornais, que leio diariamente sentado no ‘trono’. Leio sites em geral, ouço rádio, vejo canais de notícia, esportes, pornôs. Pesquisei um pouco da vida do Raul Seixas na internet, mas a produção veio com sugestões inspiradas”.

Segundo o diretor de conteúdo, o argentino Diego Barredo, as suposições não correspondem à realidade. “Isso não é favorecer. A afinidade com a pauta pode ser uma coisa boa ou  ruim. Por que não falaram nada sobre a  menina (Carol Zaccoli) que ganhou do cara (o participante Luiz Hygino, que já saiu da disputa)? Ele sabia muito mais de futebol do que ela”, enfatiza Barredo, lembrando do jogo beneficente que os dois cobriram.

Apesar de o regulamento do concurso não ter uma regra que proíba amigos dos integrantes de se candidatarem à vaga no CQC, a participação de Rogério Morgado também suscitou dúvidas. Ele, que é um dos nomes do stand-up comedy brasileiro, contou que preparou muitas piadas em casa. Tudo normal, até vazar a notícia de que ele é amigo de alguns dos CQCs.

“Eu não vou prejudicar um produto, um programa, porque um dos concorrentes é amigo de alguém. Observamos a qualidade. O Rogério é bom, está treinado e poderia até ter ficado no casting inicial”, finaliza Barredo.

Candidata ao posto de Luluzinha, Mônica aposta na conquista da vaga e promete jogo de cintura para lidar com uma outra questão: a das piadas machistas dos colegas. “Devo dar o troco, ué! É brega ser machista hoje em dia e os meninos sabem disso. Tenho a impressão de que eles fazem isso de propósito, sabia? Só pra causar um pouquinho de polêmica”.

Até o final do concurso, os participantes não podem ter contato direto com a imprensa. Confira aqui a íntegra das entrevistas, feitas por e-mail e mediadas pela assessoria do programa:

Monica Iozzi de Castro, 27 anos, atriz 

Mônica Iozzi– Por que decidiu participar do concurso?
Porque seria incrível ter um trabalho em que eu pudesse ser atriz, humorista, crítica e repórter ao mesmo tempo! Sou apaixonada por política (pelas possibilidades, não pelo o que está aí), música, teatro, cinema, literatura. O CQC é um programa de humor, mas que mantém as pessoas conectadas ao que está acontecendo de relevante no país no momento, principalmente em relação às áreas que eu citei anteriormente. Como não querer um emprego em que você pode dizer o que realmente pensa, se divertir,  informar o público e ainda ajudar a transformar alguma coisa?

– Faz ou fez algum tipo de preparação para executar as pautas das eliminatórias? Qual?

Nada muito específico. Mesmo porque nós não sabíamos nada que nos seria pedido no concurso. Tentei apenas me informar melhor. Ler mais jornal, saber mais sobre o programa, essas coisas.

– Cada um dos atuais apresentadores tem um perfil específico. O Gentili tira os políticos do sério, o Felipe faz a maioria das coberturas esportivas, o Rafinha lida com assuntos ligados à cidadania e fiscalização de obras públicas… O trabalho acaba sendo um pouco setorizado. Que tipo de pauta você dominaria mais? O que você tem que falta nos outros candidatos?

Acho que pautas relacionadas à cultura e política. Como eu já havia dito, são áreas que me interessam muito! Acho que o CQC tem contribuído muito para o aumento (ou retorno) do interesse da população por acontecimentos políticos e pela vida cultural do país. Quero contribuir também. Fazendo rir, o CQC reaproximou a gente disso tudo. Agora, o que eu tenho que falta nos outros? Glamour!!! Brincadeira. Acho que um novo olhar. É nítido que cada um dos meninos tem uma característica marcante. Acho que além de um novo “tipo”, uma mulher pode trazer uma maneira ainda inédita de se ver as coisas. Como seria uma mulher cobrindo um Fla-Flu, por exemplo? Ou a semana do presidente? E, apesar de sermos mulheres, a Carol e eu temos perfis muito diferentes. Estou tentando construir um humor com características bem femininas. Não posso me desvencilhar da ideia de que, caso eu entre, serei a única em meio àqueles cuecas todos! Isso tem um peso.

 – As piadas machistas são recorrentes no programa. Se ganhar, como lidará com isso?

Vou responder à altura, mas não quero ser panfletária também. Penso que toda vez que alguém fizer uma piadinha um pouco machista, devo dar o troco, ué! É brega ser machista hoje em dia e os meninos sabem disso. Tenho a impressão de que eles fazem de propósito, sabia? Só pra causar um pouquinho de polêmica. Polêmica e irreverência são marcas do CQC.

Paulo de Carvalho, 44 anos, músico e radialista

Paulão– Por que decidiu participar do concurso?

Porque o CQC precisa de um verdadeiro transgressor e este sou eu!
 
– Faz ou fez algum tipo de preparação para executar as pautas das eliminatórias? Qual?

Assino jornais, que leio diariamente sentado no “trono”. Leio tb sites em geral, ouço rádio, vejo canais de notícia, esportes, pornôs. Pesquisei um pouco da vida do Raul Seixas na internet, mas a produção veio com sugestões inspiradas.

 

– Cada um dos atuais apresentadores tem um perfil específico. O Gentili tira os políticos do sério, o Felipe faz a maioria das coberturas esportivas, o Rafinha lida com assuntos ligados à cidadania e fiscalização de obras públicas… O trabalho acaba sendo um pouco setorizado. Que tipo de pauta você dominaria mais? O que você tem que falta nos outros candidatos?Acho que todos são excelentes, perspicazes e inclusive capazes de abordar assuntos diferentes dos que, aparentemente, são sua especialidade. Gosto de esportes,  música, procuro acompanhar política, economia e cultura em geral. Acho que talvez possa ser um cara teatral, explosivo, um personagem parecido com o “Charada” do Batman. Minha especialidade seria “gente comum”. Mas quem decide isso é a direção. Sou pau pra toda obra e pra mim não tem tempo ruim. Será uma honra fazer parte do CQC, como já tem sido e espero que continue!

Rogério Morgado, 27 anos, humorista

Rogério Morgado– Por que decidiu participar do concurso?

Achei que era a hora de tentar dar um passo a frente na minha carreira, graças a Deus tenho conquistado muito espaço no meio da comedia e esse é um programa no qual eu sempre gostei e achei que poderia agregar algo. Fiquei na duvida se mandaria ou não o video. mas minha mãe incentivou a mandar na última semana.

– Faz ou fez algum tipo de preparação para executar as pautas das eliminatórias? Qual?

Me preparei pesquisando em casa tambem, além da produção eu fiz a minha propria produção em casa. Elaborei minhas perguntas com tom de piada e juntei junto com o trabalho da produção e fui pra pauta bem preparado pra qualquer coisa que acontecesse.

– Cada um dos atuais apresentadores tem um perfil específico. O Gentili tira os políticos do sério, o Felipe faz a maioria das coberturas esportivas, o Rafinha lida com assuntos ligados à cidadania e fiscalização de obras públicas… O trabalho acaba sendo um pouco setorizado. Que tipo de pauta você dominaria mais? O que você tem que falta nos outros candidatos?

Acho que vou mais para as pautas do Rafael Cortez, com todo tipo de celebridade. Sou muito ligado às artes, então conheco desde Trio Parada Dura até Iron Maiden, e sei falar sobre ambos, conheço as músicas. Enfim, acho que esse lado mais artistico é onde estaria mais a vontade.

*Até o fechamento da edição impressa deste domingo, 20, a humorista Carol Zaccoli ainda não havia respondido às perguntas da reportagem.

Fonte.

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Publicado em 20/09/2009, em CQC. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Se o Paulão ganhar vou sair da frente da televisão toda vez que for matéria com ele. Será que ninguém ver que ele não tem nada a ver com o programa? Ele é um pé no saco. Os outros são ótimos. Qualquer um menos ele. Pelo amor de Deus!

  2. Ítalo Oliveira

    O nome do jornal é A Tarde e a versão online é A Tarde Online e não ‘Tarde Online’. Essa entrevista tb saiu na versão impressa de hj.
    🙂

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