Rafinha Bastos diz: É difícil concorrer com os comediantes de Brasília

Criador do site de videossátiras “Página do Rafinha”, ele é também um dos pioneiros do humor na internet brasileira e um dos humoristas mais assistidos no país. Os poucos trechos de seu espetáculo “A Arte do Insulto” postados ali (http://www.youtube.com/rafinhabastos) já tiveram mais de milhões de acessos.

Diário  – O que diferencia o humor stand-up da sua participação no CQC?

RafinhaSão duas formas de comunicação bem diferentes, mas meu humor é muito parecido em ambos. Sou apenas um, seja na TV ou no teatro.

Diário – O stand-up privilegia a presença do humorista no palco que constrói seus textos a partir de experiências pessoais e observações do cotidiano. Houve alguma adaptação para participar do CQC? Afinal, a TV exibe um humor diferente dos palcos.

RafinhaNão. Eu já trabalhava na televisão bem antes de entrar na comédia, ou seja, toda a experiência de reportagem eu já carregava. Na bancada, a minha participação tem um formato muito parecido com o da stand-up comedy, a diferença é que no palco tudo o que eu digo é escrito por mim, na TV nem sempre.

Diário – Você diria que o humor brasileiro passa hoje por uma renovação e a tendência é se inclinar ainda mais para uma prática inspirada na rotina das pessoas e temas que estão em debate na sociedade?

RafinhaEu acho que isso sempre foi feito. O Chico Anysio criava personagens em cima da realidade. O Jô fazia críticas duras em suas esquetes. Acho que isso agora está apenas mais claro agora que estamos de cara limpa no ar.

Rafinha Bastos

Diário – Outros humoristas do CQC como Danilo Gentili, Marco Luque, Felipe Andreoli e Oscar Filho também apresentam peças de stand-up. Vocês analisam a possibilidade de percorrer o país numa apresentação em conjunto?

RafinhaEssa possibilidade é praticamente nula. Gravamos todos em datas e horários bem diferentes. É difícil até mesmo seguir a minha própria agenda, quanto mais buscar disponibilidade na agenda dos amigos.

Diário – Você já exibiu suas peças de stand-up em Portugal. Deu para perceber muitas diferenças com relação à receptividade deste tipo de humor?

RafinhaSomos absolutamente iguais. Eles são apenas mais comportados.

Diário – Com o bate-boca de senadores no Congresso Nacional fica difícil levar a política a sério. Esse cenário é uma boa fonte de inspiração para humoristas?

RafinhaConfesso que não falo muito de política no palco. É difícil concorrer com os comediantes de Brasília.

Leia a entrevista completa AQUI

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Publicado em 23/08/2009, em CQC. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. A única coisa q quero falar é q o Rafinha, além de lindo, é mto talentoso, assim como os outros..
    Pude acompanhar o stand up dele e ri demais…mto bom

    Amo vcs

  2. Rafinha,

    Sempre foi difícil.
    Sou da época que o Chico Anísio dava cambalhotas e ele já dizia isso.
    Infelizmente o mais difícil é mudar a platéia que nada faz para mudar isso.
    Abraços

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