CQC faz os jovens redescobrirem a política

Com humor ácido e fina ironia — às vezes nem tanto — o humorístico, comandado por Marcelo Tas na Band, conquista celebridades fazendo piadas sem escrachar demais.

Original da Argentina, o CQC brasileiro exibido pela Band teve ascensão meteórica. Em Buenos Aires, demorou para pegar. Lá é um sucesso após 15 anos no ar. No Brasil, porém, bastaram poucas edições para o programa, agora em sua segunda temporada, virar febre. Com humor ácido, e às vezes nem tão fina ironia, os sete homens de terninho preto e óculos escuros vingam o povo quando pegam no pé dos políticos.

Gente que tinha jogado a toalha, desacreditada com a política, conta que voltou a acompanhar o noticiário por nossa causa, assim como os jovens que andam mais ligados”, comemora Marcelo Tas, âncora do programa e o primeiro a ser convidado, quando a Band comprou os direitos. Os diretores argentinos Diego Barredo e Juan Buezas, da produtora Cuatro Cabeças, estão por trás da empreitada, que ainda conta com uma equipe de 40 pessoas. Em menos de dois anos, eles dobraram a audiência no horário das 22h da emissora — estão em terceiro lugar no Ibope —, mas contabilizam seis processos. Pouco para quem perde o amigo, mas não a piada, com tanta gente?

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Vai falar isso para a Band! Temos processo por conta do quadro ‘Proteste Já’ (em que fazem denúncias de descaso com a população), que é muito bem apurado antes de ir para o ar, e de gente que prefere optar por esse caminho ao invés de negociar”, explica Marcelo Tas, que, involuntariamente, foi o culpado pelo último processo judicial movido contra o programa. Ele chamou o grupo Sexy Dolls de prostitutas — elas são atrizes pornôs — no programa ao vivo. “Cometi um erro e me corrigi em seguida. Na mesma hora, tentamos nos desculpar e as convidamos para uma retratação no ar, mas elas não quiseram”, garante.

O episódio teria motivado a Band a obrigá-los a gravar o programa, em vez de fazer ao vivo, para evitar ainda mais problemas com a Justiça. A emissora garante que questões operacionais justificaram a decisão. Foram três programas gravados, mas na última segunda-feira o CQC voltou a ser ao vivo. “Fiquei muito chateado quando o programa passou a ser gravado. Foi decisão da Band, prefiro não comentar. Na hora que gravei achei até bom, mas ao vivo é muito melhor“, comemora Tas.

Quem assiste da plateia sabe do que Tas está falando. Os 200 lugares semanais são disputadíssimos e a espera pode durar meses. Nos intervalos, utro show acontece, quando o trio da bancada — Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos — desata a falar o que não deve ser dito em rede nacional. “É muito divertido brincar com a plateia, é um aquecimento”, conta Luque.

A forma de abordagem dos repórteres, distinta da do ‘Pânico na TV!’, fez o grupo ganhar a simpatia dos artistas. Até das estrelas mais, digamos, exigentes, como Carolina Dieckmann. “Nossa regra é não agredir ninguém de graça. Teve um quadro que nem foi ao ar porque o Luciano, irmão do Zezé Di Camargo, se estressou comigo. Na festa de Ana Maria Braga, perguntei se não era irônico ela fazer todas aquelas comidas, se muita gente não tinha condição de comer. Ele deu um piti”, relembra Felipe Andreoli.

Com o sucesso, eles faturam alto — tanto em espetáculos de ‘stand up comedy’ quanto em fãs. “Eu e Rafinha somos casados. Mas os outros repórteres estão se esbaldando. Você não tem ideia do sucesso que esses terninhos pretos fazem com o imaginário feminino. Os meninos estão com a agenda bem cheia”, revela Tas. “Tenho relacionamento estreito com minhas fãs, elas me fazem ser mais alegre”, define Rafael Cortez

Oscar FilhoOscar Filho
Com 30 anos, ator-humorista, ele é chamado por Tas de ‘Pequeno Pônei’. É o repórter que está sempre cercado de lindas mulheres ganhando selinhos. Também ouviu do prefeito do Rio, Eduardo Paes, promessa, durante a campanha eleitoral, de que, se eleito, a primeira entrevista seria para o ‘CQC’. Ele não cumpriu.

Felipe AndreoliFelipe Andreoli

Com 29 anos, o humorista-jornalista ofereceu camisinhas ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo, acusado de ter tido vários filhos quando ainda era bispo. Também é recebido com tapinhas nas costas pelos jogadores de futebol. “Jogo futebol e sei que não posso pisar nos calos quando o time perde”, confessa.

Rafael CortezRafael Cortez
Ator, jornalista e violonista, ele tem 32 anos, é o galã da trupe e o temido repórter do CQTeste. “Se depender de mim para galã, eles estão fu…Sou o cara mais desleixado do mundo e não tenho boa memória. Se tivesse que responder àquelas perguntas, estava ferrado”, conta ele, que se orgulha de ter entrevistado João Gilberto. “Perguntei se o segredo da batida perfeita era cachaça ou limão”.

Danilo GentiliDanilo Gentili
Com 29 anos, ele acumula as funções de publicitário, humorista, escritor e cartunista. É o repórter que foi expulso do Congresso Nacional. “O tiro saiu pela culatra. Aquilo deu muita fama ao programa e sabia que voltaríamos a entrar”, diz ele, referindo-se ao movimento ‘CQC no Congresso’, que reuniu 260 mil assinaturas.

Marco LuqueMarco Luque
Ator e humorista, 35 anos, é o ‘perdido’ da bancada. Faz poucas matérias externas, mas é o ‘queridinho’ do presidente Lula. “Depois que o entrevistei, ele mandou avisar que só falava comigo. Nos falamos pelo MSN”, brinca Marco, que celebrizou o bordão: “Até os homens me pedem para mandar um ‘beijo-me-liga’”.

Marcelo TasMarcelo TAS
Engenheiro-repórter-ator-apresentador-roteirista-diretor: ele pariu Ernesto Varela, o embrião do ‘CQC’, que, nos anos 80, já ironizava os políticos. “O espírito de porco do Ernesto ronda a bancada (risos). Fico honrado quando os meninos falam que têm o DNA dele”, conta o âncora do programa, 49 anos, que se confessa workaholic. “Sou, mas consigo ficar até dois dias sem me conectar na Internet nem ver TV quando vou para o meu esconderijo”, gaba-se.

Rafinha BastosRAFINHA Bastos
Com 32 anos, ele é ator, apresentador e humorista. Provoca da comoção ao medo quando chega para fazer o quadro ‘Proteste Já’. “Me realizo fazendo, até porque a gente pode ser parcial, o que não é permitido no jornalismo”, diz Rafinha, que já ganhou alguns processos contra o programa. “Recebemos ameaças físicas e processos, mas eles não intimidam o ‘CQC’”.

Texto de Sara Paixão – O Dia online

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Publicado em 28/06/2009, em CQC. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Rayssa Louza

    Muito bom o texto! *-*

  2. Kelly Moreira

    Pra mim o LINDO, gato, charmoso e tchuc thuc e o TAS! Ôoooo lá em casa! ADOORO!

  3. o danilo é o melhorrrrrrr

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